Desconectada, eu?

Foi essa pergunta que me fiz, um pouco antes de me aventurar a ficar offline nas minhas pseudo-”férias”. O intuito (era) ficar offline do mundinho cibernético, o quanto eu aguentasse e conseguisse. A saga era tentar reimaginar como era vida antes de Twitter, Facebook e afins. E constatar  se a máxima, desconectar para se conectar, ia realmente funcionar. Acompanhe minha saga.

Semana 1

Adivinhe… Como todo “vício” senti uma pseudo-abstinência nos primeiros 3 dias. Um quase desespero absurdo pra saber  que acontecia no mundo (vide os memes e fofoquinhas corriqueiras do Twitter e Facebook). Pra suprir minha eventual abstinência, mandei umas mensagens via sms para uns amigos (sucumbi, não era pra ser uma experiência xiita). E entrei no Twitter do celular, umas boas duas vezes (bendito celulares com internet!).

Semana 2

Foi digamos, uma semana mais tranquila. Sem ataques de abstinência internética, consegui ler minhas revistas, ver e rever alguns filmes, sair com meus amigos locais, sem aquela necessidade louca de compartilhamento instantâneo. Passei uma semana vivendo a vida real. Apenas um adendo: a sensação de atraso de não estar sabendo o que está acontecendo foi uma constante “amiguinha”.

Semana 3

Praticamente abandonei o barco e abortei a experiência. Não resisti e  paguei 30 minutos de internet na lanhouse mais próxima (só me conectei uma vez, juro! rs). O desespero por notícias do mundo irreal era muito grande, por isso não me contive, estraguei a “pesquisa”.

Conclusão

Perdi uns 5 seguidores no Twitter, alguns outros no Facebook, minha avaliação no Klout caiu uns 10 pontos (drama) e recebi emails quase desesperados, de uma amiga que queria saber do meu  paradeiro. Fiquei sem rítmo de postagem e continuo com uma certa “preguiçinha” do mundo virtual (desapego, é desapego-risos).

Para quem não trabalha com mídia/comunicação, que não dependem 100% de estarem online basicamente,  para manter a vida profissional atuliazada, ficar offline não deve ser um suplício tão grande (o que custa ficar sem curtir uma foto de um amigo aqui, outro post ali, gente?) Outra coisa chata, foi  driblar uma ansiedade momentânea em se manter atualizado o tempo todo, sobre as novidades, muitas vezes desnecessárias do mundo internético. Aprender o limite entre o tolerável e o excesso, é sempre um desafio.

E sim, não me considero uma viciada em internet. Uso na medida em que meu trabalho e estudo pede, coolhunter desconectada do mundo, é inviável. Uma boa lição eu consegui tirar dessa experiência, consigo me manter offline tranquilamente por um ou dois dias. Afinal, ficar totalmente longe do computador só morando num ashram no Tibet!risos

A pergunta que não quer calar: você consegue ficar desconectado por quanto tempo?

Para ouvir lendo/ler ouvindo: Admirável Chip Novo-Pitty.

#acheique”foce”morrer

@aline

Sobre the s.crew

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2 thoughts on “Desconectada, eu?

    • Fica desconectada-conectada. Fato que é difícil largar o PC ou cel, sem não ficar ansiosa pra saber o que está acontecendo na Tweetilandia e no FB. risos

      Aline

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