A “dica do dee jay” de hoje, tem tudo para ser a grande aposta musical da cena pop/indie (se esta “cena” existir, é claro-risos). Mistura de Jessica Rabbit (sim, a personagem do desenho), um pouco de Brigitte Bardot, e umas pinceladas de Peggy Lee. Você não deve estar entendo nada, não é? Peraí, que eu explico como se faz, para ser a na nova sensação da música pop americana.
Lana Del Rey ou melhor, Lizzy Grant é mais um “produto” e a quem diga, uma boa joagada de marketing da indústria fonográfica. Nascida nos mesmos moldes em que despontaram Justin Bieber, Rebecca Black e outros fenômenos musicais interneteiros. Tem no curriculo: 7 anos de carreira, mais de 2,5 milhões de vizualizações no YouTube desde agosto desse ano e apenas duas músicas de trabalho, Lana já é que se pode dizer de novo fenômeno/furacão musical.
Fato: 2011 definitivamente é o ano das cantoras britânicas nas paradas musicais mundo afora. Adele, Jessie J, Florence Welch, entre outras cantoras, você com certeza ouviu falar incansavelmente durante esse ano. Outro dia, num dos meus passeios pelo Youtube, descobri mais uma boa cantora vinda da terra da rainha, a cantora Ellie Goulding.
Dona de uma voz super doce e delicada,Ellie Goulding consegue ser camaleônica. Vai do electro pop ao romântico, meio folk, dependendo da canção. Juro que fui me surpreendendo a cada nova música dela, hora sua voz lembra Björk, ora Lykke li, com uma pitada de Duffy ou Corinne Rae Bailey ou por quê não, Natasha Bedingfield. Essa intensa diversidade musical da ganhadora do BRIT Awards de 2010, encanta a cada nova canção. Quase impossível não apaixonar pelo seu último álbum Lights (2010), que mistura electro pop com canções românticas.
Ah! Se há cerca de uns 11 anos atrás, eu pudesse imaginar que a vendedora da loja de CDs, que eu frequentava assíduamente quando adolescente, iria se tornar uma das novas promessas da “nova MPB” … Sim, eu já comprei muito CD, que a cantora Tulipa Ruiz vendia, na época em que ela morava aqui em São Lourenço-MG, e por acaso também, meus pais eram amigos em comum da mãe dela, a atriz Graziella Ruiz.
Confesso que por mais estranho que possa parecer, muita gente aqui da cidade não faz a menor ideia (ainda) que ela tenha virado cantora e, muito menos que ela seja, sucesso de crítica no meio artítico.Eu mesma, só fui conhecer o trabalho dela, pela internet há uns 3 anos atrás, até porque aqui na cidade, ela ainda é “anônima”, por mais incrível que pareça.
Para quem é amante de música eletrônica, como parte dos blogueiros que vos escrevem neste blog, saber diferenciar as vertentes da música eletrônica, é requisito quase básico para quem gosta do estilo mustical. É claro, que vez outra a gente se confunde, com tanta variedade musical, digamos assim. E se você for frequentador da noite, com certeza já deve ter dançado muito, ao som dos beats do electro, nestes últimos 5 anos. Mas fique sabendo, que novo hype da e-music é o Dubstep:
“Dubstep é um gênero de música eletrônica surgido no sul de Londres-Inglaterra, no início da década de 2000. Se caracteriza por ser uma música instrumental eletrônica com influências das texturas e ritmos digitais do Dub dos anos 1980 e do ritmo urbano 2-step. Se diferencia do grime, bassline e grindie por geralmente não apresentar vocais ou rapping (RAP).”
Wikipédia
Mistura deliciosa e viciante de R&B, reggae, rap e e-music, a vertente Dubstep já veio para ficar. Como por traz de todo “new hype” existe uma musa, a nova musa do dubstep é cantora inglesa Katy B. Com essa mistura musical toda e vocais poderosos, Katy B com seu álbum de estreia-Katy On A Mission (2011), já chegou emplacando vários singles nas paradas musicais do Reino Unido, só nesses primeiros seis meses deste anos, virando instantaneamente, a “princesa do Dubstep”.
Posso confessar uma coisa? Até eu começar a escrever essa seção, sobre os novos talentos da “Nova Turma da MPB”, eu raras vezes, ouvia música brasileira.
Escutava um pouco de Djavan aqui, outro pouco de Seu Jorge acolá, e não mais que isso. Sim, eu era tomada pela profusão de cantores e bandas gringas, que tomam conta do cenário musical aqui do Brasil. Por causa da seção, comecei a espandir meus horizontes musicais e, a ouvir essa nova boa safra de cantores de MPB. A cada nova descoberta musical minha, logo me encanto com “novo cantor” em questão, e minha dica musical de hoje faz parte dessa nova geração, e tem tudo para ser um dos grandes nomes da MPB: Luisa Maita.
Luisa Maita é uma cantora paulistana, filha de um músico-compositor e uma produtora cultural, cresceu no bairro do Bexiga em São Paulo-SP e, tem a veia musical aflorada por conta do dna artítico dos seus pais. No seu álbum de estreia, lançado esse ano, Lero-Lero, ela faz uma mistura de pop, MPB, beats eletrônicos, que lembram um pouco o som que a cantora Fernanda Porto fazia na época do boom do drum´n bass aqui no Brasil.
Luisa é musicalidade e brasilidade pura. Diferentemente, dos outros integrantes da “Nova Turma da MPB” como Tiê, Thiago Pethit que fazem um som mais suave, adocicado e meio folk, Luisa Maita se abastesse de toda diversidade musical que nós temos aqui no Brasil e faz uma MPB (samba rock, pra ser mais precisa) pop-urbana sem preconceitos de misturas e influência.
É quase impossível, não se encantar logo de cara com força musical e artítica dela. Eu mesmo, desde a primeira vez que ouvi a música Alento, não conseguir deixar de ouví-la pelo menos uma vez por dia. Sabe aquele tipo de música, que quando você está levemente deprimido, você coloca a música no player, ouve algumas vezes pra tristeza ir embora e a tristeza consegue ir embora em segundos?!?
É essa a reação, que as algumas músicas da Luisa Maita provocam em mim, e é bem difícil não sair por aí cantarolando a todo vapor:
“É,
Eu tô na vida é pra virar,
Que a felicidade vem,
Eu tô sonhando mais além. “
Não fácil falar sobre a Luisa Maita, o bom é ouvir, sentir, se inspirar em cada música dela e, ficar de olho nessa nova promessa da nova MPB.