Assim que criei meu Tumblr, no finalzinho do ano passado, um dos meus primeiros seguidores (honra!) no site, era o TrendCoffee-blog do Gregory Martins. Instantâneamente, eu (e o Henrique Teixeira) nos encantamos pelo blog dele e não paramos de acompanhá-lo nas redes sociais! Ele fala sobre moda masculina e, outros eteceteras” super relevantes nos dias de hoje. É impossível não virar fã do blog, e da maneira leve e direta, com que ele faz seus posts. E, apesar de eu ser mulher, aprendi e aprendo, bastante com os posts do Trend Coffee, a respeitar e me encantar, cada vez pelo mais o assunto: moda masculina.
A entrevista é uma “conversa-reflexão”, sobre alguns assuntos pertinentes da blogosfera, moda masculina, tendências. Uma conversa sincera sobre nosso mundinho fashion- blogueiro. Tente não se encantar, com a opinião com do blogueiro Gregory Martins, mas já vou avisando, é quase impossível! Esse guri tem futuro, olho nele!
Cononta pra gente, um pouquinho sobre você:
Sou Gregory Martins, tenho 21 anos e moro em Curitiba. Fui quase formado em Direção Teatral, mas desisti da faculdade para poder me dedicar mais aos trabalhos online. Sou escorpiano e viciado em cafeína.
Como surgiu a ideia de falar sobre moda masculina? Como surgiu o blog (TrendCoffee)?
É engraçado porque não lembro da minha vida em Curitiba sem o blog, não sei o que fazia nesse tempo. O Trend Coffee começou em fevereiro de 2010 com o intuito de compartilhar imagens legais com amigos. Foi tudo muito rápido até atingirmos 3000 posts. A moda masculina surgiu por um interesse que sempre tive na observação do comportamento dos homens.
O Brasil é um país, que ainda chama muito pouco a atenção e, não tem tanta tradição na moda masculina. O que você acha da moda feita por aqui? O que falta para, finalmente, sermos reconhecidos?
É verdade que ainda somos muito abertos aos portugueses e seus espelhinhos dos deuses e não queremos saber da areia da nossa praia. Exportamos riqueza, mas não estilo. Para a moda masculina o caminho é mais longo. Falta ao consumidor experimentar e falta ao estilista criar uma necessidade específica para este consumidor. Precisamos primeiro experimentar e nos sentirmos livres para ousar nossos próprios limites. O tempo é agora. O Brasil está sob os holofotes e precisará de material para manter-se firme.
Que acha do estilo dos brasileiros? Os homens brasileiros podiam ser mais contemporâneos, descolados, e se desprenderem um pouco do estilo clássico/básico?
É interessante dizer que um dos nossos colaboradores está numa cidade do interior da Alemanha e nos contou que lá o número de homens ‘fashionistas’ é muito maior que de mulheres. Eu sou eterno defensor do estilo clássico brasileiro. O clássico do senhor de bengala e chapéu que senta em uma cadeira de plástico na esquina e espera o mundo passar. Acredito que neste caso conseguimos expor nossa forma de ver o mundo. Quanto ao básico, eu não veria problema algum se aquele fosse o ‘seu básico’, não a única coisa que tinha na loja. Penso que seja necessário sabermos que as possibilidades existem e que podem ser aceitas por uma maioria.
Agora, exercitando um pouquinho seu lado “coolhunter”, quais as tendências-apostas mais fortes para a moda masculina, nos próximos meses/anos?
O estudo é longo. Em linhas gerais, vamos encontrar nas ruas homens mais voltados ao lado das boas lembranças e um certo saudosismo. Na outra calçada teremos os garotos atrás de chocar, como em qualquer geração. Em uma mini-entrevista para o Trend Coffee, Rob Langstaff, ex-diretor da Adidas, falou que a postura do homem contemporâneo é o de educador de seu próprio estilo. É deste agregador de estilos a que me refiro. E, para finalizar a história, temos os micro grupos sociais do futuro que trarão novas realidades e discussões de acordo com suas experiências e necessidades. Um exemplo, serão os casais socialmente reconhecidos na união homoafetiva. A possibilidade de novos serviços e produtos é enorme.



